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De Pires Ferreira para o Mundo: Jovem astrônoma será primeira astronauta análoga da microrregião de Ipu

A cearense Maria Larissa Pereira, de 17 anos, conhecida como Larittrix, vai se tornar a primeira astronauta análoga da região de Ipu, a partir de um curso promovido pela empresa Wogel, que acontece a partir do dia 27 de janeiro. A astrônoma também promove projetos de divulgação científica e mentorias para levar astronomia a outros jovens como ela.

Natural do município de Pires Ferreira, na microrregião de Ipu, Larissa descobriu um asteroide durante a Caça a Asteroides, promovida pela International Astronomical Search Collaboration (IASC) em 2021, enquanto ainda estava no ensino médio. Desde então, ela usa as redes sociais para compartilhar sua trajetória e fomentar o interesse em astronomia.

Na próxima semana, Larittrix deve tornar-se astronauta análoga, com direito ao tão sonhado macacão azul. “Estou muito ansiosa para me sentir como uma astronauta/astrônoma que apesar das dificuldades que gritavam para desistir, continuou,” conta.

Para receber a titulação, ela vai passar quatro dias em um acampamento espacial em Brasília, promovido pela empresa Wogel, em que vai aprender sobre mecânica orbital e aspectos técnicos e práticos da astronáutica e participar de simulações de missões espaciais. O curso sempre foi um sonho para a jovem, por mais que achasse que não se encaixava nos padrões necessários.

Segundo o professor e engenheiro aeroespacial, Yago Honda, “astronautas análogos são pessoas que realizaram simulações de missões espaciais, só que na Terra. Foi um termo adaptado das experiências do exterior, onde vários jovens realizam missões espaciais com o caráter de simulação e aprendizado.”

Larittrix é a única cearense na sua turma. Com a titulação ela deve se tornar a primeira astronauta análoga da microrregião de Ipu. Ela recebeu uma bolsa integral para participar do curso e sua viagem será custeada pela Prefeitura do seu município.

A jovem terminou o ensino médio no último ano e, desde então, tem considerado propostas de universidades brasileiras apesar de sonhar em cursar o ensino superior em uma universidade do exterior. Mesmo diante das dificuldades que a nova fase traz, Larissa afirma que “não é impossível, não basta ter coragem, mas ter coragem já ajuda muito”.

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(Com informações e fonte: Jornal O Povo)

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