POLITICA

Macaco-prego com perda de melanina é encontrado no Parque Nacional de Ubajara

Cientistas brasileiros fizeram o primeiro relato de um macaco-prego com leucismo, condição rara que causa perda de melanina. Animal tinha coloração parcialmente branca e foi identificado no Parque Nacional de Ubajara, Unidade de Conservação na Serra da Ibiapaba.

Registro foi publicado na revista científica Primates, no dia 8 de fevereiro. Conforme informações trazidas no periódico, o macaco era um filhote de aproximadamente três meses e foi observado sendo carregado por uma fêmea adulta, que provavelmente é sua mãe. 

Por ser da espécie Sapajus libidinosus, era esperado que ele apresentasse uma coloração entre marrom-escuro até amarelo-dourado claro, com extremidades geralmente pretas.

Esse animal em questão, no entanto, tinha braços, pernas e cauda esbranquiçados, característica atípica e “extremamente rara” em primatas. Somente algumas partes do corpo, como o topo da cabeça e mãos, tinham cores mais comuns dessa espécie, o que levantou a suspeita de um leucismo parcial.

Condição é uma doença congênita que causa perda de melanina, seja total ou parcialmente. De acordo com publicação, distúrbio pode ser causado por mutações em diversos genes ou ser influenciado por fatores ambientais, mas pesquisadores apontam a primeira explicação como a mais provável nesse caso. 

O filhote tinha os olhos da cor escura, considerada normal. Esse é um fator que diferencia o leucismo do albinismo, onde a coloração ocular é afetada. Devido as manchas brancas, ele foi chamado por pesquisadores de “fantasma”. 

Conforme publicação, o bebê não apresentava problemas de saúde ou lesões, sendo integrado normalmente ao grupo. Além disso, pesquisadores apontam que a presença de um indivíduo com essa condição “não indica necessariamente risco iminente para a população e a variabilidade genética”. 

(O Povo)